“Charlie, Charlie”. Uma brincadeira muito séria.‏

Por Talita Siste

 

O desafio “Charlie, Charlie” anda tomando conta da internet essa semana. É impossível entrar nas redes sociais e não ver um vídeo com duas canetas sobre um papel formando uma cruz e com as palavras “sim” e “não”.

“Charlie, Charlie” poderia ser apenas mais uma moda que a internet repercute. Mas é preciso ter muito cuidado ao se deixar levar por essa nova onda.

Como funciona a brincadeira.

Para realizar esse suposto ritual é preciso apenas de uma folha e duas canetas ou dois lápis.

Com as canetas sobre a folha se faz um formato de cruz e escreve “sim” e “não” duas vezes cruzando as duas canetas ou os dois lápis. Ao começar a jogar é preciso dizer a frase: “Charlie, Charlie, você está aqui? Charlie, Charlie, você está aqui? “ E logo em seguida a caneta se move, se mover para a palavra sim, é sinal de que o Espírito está presente e é preciso respeitá-lo e conversar com ele até o mesmo te liberar.

A origem do “Charlie, Charlie”. 

Muito parecido com a brincadeira do copo e do compasso, a brincadeira surgiu no México e é uma antiga tradição mexicana que convoca a visita de um demônio com o nome de Charlie. Segundo o que dizem, Charlie é um ajudante do diabo e está à espera de uma oportunidade de trazer as essências do mal para o nosso mundo, e para que isso ocorra, é preciso evocar esse Espírito através dessa brincadeira, que de brincadeira não tem é nada.

 

A ideia é a de que, após invocado, o Espírito responda às perguntas dos participantes, e acredite, muitos até pedem conselho para Charlie.

Apesar de muitos não acreditarem, há muitas pessoas que gravaram um vídeo realizando esse ritual e o resultado é assustador.

Assim como a brincadeira do copo e a do compasso, “Charlie, Charlie” é uma lenda e como toda lenda, há quem acredita e há quem não acredita.

 

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